Em novembro de 2006, a empresa comemorou 50 anos de inauguração da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). No momento do aniversário, a empresa era lider no mercado brasileiro de caminhões, ônibus e automóveis de luxo, além de pioneira na motorização a disel para veículos comerciais no Brasil.

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Durante as comemorações de 50 anos, a festa contou com a presença de Dieter Zetsche, chairman do Board of Management do Grupo DaimlerChrysler AG e responsável pelo Grupo Automóveis Mercedes, e Andreas Renschler, membro do Board of Management do Grupo DaimlerChrysler AG e responsável pelo Grupo Caminhões e Ônibus.

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"A unidade de São Bernardo tem desempenhado um papel estratégico dentro do Grupo DaimlerChrysler. Nos últimos anos, seu sistema de produção otimizado foi considerado referência para todas as plantas do Grupo no mundo. Nos últimos 50 anos, produzimos cerca de 1.600.000 veículos comerciais aqui no Brasil", diz Renschler.

A HISTÓRIA DA EMPRESA NO PAÍS:
Em 20 de dezembro de 1949, Alfred Jurzykowsky constitui a companhia Distribuidores Unidos do Brasil S.A. para desenvolver suas atividades como representante da Daimler-Benz Aktiengesellschaft e outras empresas.

1950
  • Início do funcionamento, em 16 de abril, da linha de montagem de caminhões Mercedes-Benz da Distribuidores Unidos do Brasil, no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de 10 carros por dia.
  • Início do funcionamento da linha de montagem de caminhões Mercedes-Benz da Distribuidores Unidos do Brasil, na Mooca, em São Paulo, com a mesma capacidade de produção da matriz no Rio de Janeiro.

1951
  • Após a visita do presidente da Daimler-Benz AG, Willian Haspel, a Distribuidores Unidos do Brasil detém exclusividade de representação da marca Mercedes-Benz no País.
  • Em 6 de julho, o presidente da Daimler-Benz AG, Willian Haspel, acompanhado por Alfred Jurzykowski e diretores da Distribuidores Unidos do Brasil, reúnem-se com o presidente da República, Getúlio Vargas, em audiência no Palácio do Catete, para comunicar os planos de produção de caminhões no Brasil.
  • Em 7 de outubro, técnicos da Daimler-Benz AG e especialistas brasileiros começam a estudar in loco a possibilidade de fabricar veículos motorizados no Brasil.
  • A rede de concessionários de veículos Mercedes-Benz já cobre praticamente todo o território nacional, com mais de 100 representantes.
1952
  • Com o objetivo de separar a atividade de industrialização das demais atividades da Distribuidores Unidos do Brasil, é criada, em fevereiro, a Companhia Mercedes Motores Ltda, que em seguida se torna sociedade anônima.
1953
  • Em abril, a Mercedes Motores Ltda, em colaboração com a Daimler-Benz AG, adquire terreno de 324.000 metros quadrados (antigo Sítio da Represa), de propriedade do prefeito da cidade, Lauro Gomes, em São Bernardo do Campo, para futura instalação da fábrica da Mercedes-Benz do Brasil.
  • Em 7 de outubro, é constituída a Mercedes-Benz do Brasil S.A., a partir da alteração da razão social da Mercedes Motores S.A., tendo como finalidade a indústria, comércio, representação, importação e exportação de automóveis e de outros veículos a motor, motores, peças, acessórios e congêneres. A empresa tem como acionistas Alfred Jurzykowski, proprietário de 75% das ações, e a Daimler-Benz AG, com 25% das ações.
  • Início das obras de terraplenagem da unidade da Mercedes-Benz do Brasil em São Bernardo do Campo.
1955
  • Em 21 de dezembro, o presidente da República, Juscelino Kubtischek, funde, em ato solene, o primeiro bloco de motor produzido em série na SOFUNGE, o OM312, para equipar os veículos produzidos pela Mercedes-Benz do Brasil.


O início das atividades da unidade ocorreu exatamente em 28 de setembro de 1956 e contou com a presença de autoridades como o presidente Juscelino Kubitschek e o governador de São Paulo Jânio Quadros, além dos anfitriões Fritz Koenecke, presidente da então Mercedes-Benz da Alemanha, e Alfred Jurzykowski, da Mercedes-Benz do Brasil.

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A construção da fábrica levou dois anos para ser concluída, em uma área que havia sido adquirida em 1953, mas a planta cresceu continuamente ao longo dos anos. O número de funcionários também: em 1954, eram 154 os operários que haviam iniciado a construção do parque industrial. Na inauguração, dois anos depois, eram 862. Em 1960, o total já passava de 5.600 colaboradores. Em 2006, a unidade conta com 11.500 colaboradores.
De início, a produção se concentrou no caminhão L 312, também conhecido como "Torpedo". O modelo utilizava motor a diesel de seis cilindros em linha, de injeção indireta, com 100 cavalos de potência-DIN (112cv-SAE). A produção de ônibus teve início dois anos depois, com a introdução do monobloco O 321, que recebia um motor semelhante, porém com 110 cv-DIN (122 cv-SAE). A partir daí, a linha de veículos da marca não parou de evoluir.

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A importação de peças e a montagem no Rio de Janeiro
Antes da inauguração da fábrica, a presença da marca no País não era tão expressiva. Apesar de alguns veículos Mercedes-Benz terem sido importados nos anos anteriores, a implantação da marca no País foi iniciada de forma consistente por Alfred Jurzykowski. Em 1949, o comerciante de origem polonesa abriu no Rio de Janeiro a Distribuidores Unidos do Brasil S.A., empresa destinada a exportar produtos brasileiros para a Europa, em troca de bens industrializados daquele continente.

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Dessa forma, chegavam ao País chassis de caminhões e de ônibus, além de automóveis Mercedes-Benz. Com o tempo, a empresa passou a montar os veículos importados, numa oficina capaz de entregar até 10 caminhões por dia. Foi o crescimento do negócio que deu origem à Mercedes-Benz do Brasil, fundada em 1953.

Apostando no diesel
Ao contrário da maior parte da frota da época, os veículos da marca contavam com motor a diesel - em 1950, menos de 2% dos caminhões que circulavam no Brasil eram movidos por esse combustível.
Para atrair o interesse dos clientes, habituados aos veículos a gasolina, a empresa mostrou por meio da autonomia de seus produtos e do preço inferior do litro do diesel que esse combustível oferecia maior economia. Algumas viagens, acompanhadas por jornalistas, técnicos e militares, foram organizadas para comprovar o fato. Ao final da experiência, a média de consumo de um caminhão de cinco toneladas foi de quase seis quilômetros por litro, resultado muito favorável quando comparado ao que era proporcionado pelos motores a gasolina da época.

Crescendo com o País
Os veículos produzidos pela então Mercedes-Benz participaram de uma série de obras importantes, como a construção de Brasília, das estradas que passariam a ligar todas as regiões do País à nova Capital, de outras rodovias importantes, dos metrôs e dos aeroportos de São Paulo (de Cumbica) e do Rio de Janeiro (do Galeão), da ponte Rio-Niterói, da usina de Angra dos Reis (RJ) e da barragem de Itaipu, entre tantas outras.
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Em muitas dessas ocasiões, enquanto os ônibus da marca eram utilizados para transportar os trabalhadores até os canteiros de obras, os caminhões serviram para levar o material necessário para as construções. Além disso, o crescimento de diversas cidades nos últimos 50 anos colaborou para a expansão das frotas de ônibus Mercedes-Benz por todo o País, tanto para o transporte urbano quanto para levar os passageiros a cidades distantes, cruzando o Brasil por toda a malha rodoviária.
Ao mesmo tempo, a montadora contribuiu para o crescimento de São Bernardo do Campo. A região começou a atrair outras empresas automobilísticas e suas fornecedoras, e a cidade, que em 1950 tinha menos de 30 mil habitantes, em 1960 já atingia 82,4 mil. Hoje, são mais de 723 mil.

1957
  • Inauguração da Escola de Formação de Aprendizes de Ofício (EFAO) em São Bernardo do Campo.

1958
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  • Lançamento do caminhão L 321, o "cara-chata", em substituição ao L 312, e lançamento do caminhão L 331.
  • Lançamento do ônibus O 321 H, o primeiro ônibus monobloco brasileiro.

Década de 60
1960
  • Lançamento do primeiro caminhão com tração total, o LAP 321.
  • Primeira edição do Salão do Automóvel, com a participação da Mercedes-Benz do Brasil.
  • Em outubro, conquista do marco de produção: 2.000 ônibus produzidos.

1961
  • Início das exportações para o mercado latino-americano, com a venda de 550 unidades do ônibus O 321 para a Argentina.

1964
  • Lançamento do caminhão L/LK/LS 1111, com cabinas semi-avançadas.
  • Realizada em outubro, em Lindóia (SP), a Primeira Convenção Nacional de Concessionários Mercedes-Benz do Brasil.

1966
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  • Em 28 de setembro, em comemoração aos 10 anos da Mercedes-Benz do Brasil, foi erguido no km 0 da Rodovia Presidente Dutra o Monumento ao Motorista, com a chegada da Caravana Cruzeiro do Sul, que percorreu mais de 25 mil quilômetros por todo o Brasil, com os caminhões L 321, 331 e 1111 e o ônibus LPO 344. Quatro equipes, cada qual com uma cor da bandeira brasileira, partiram de locais diferentes. A equipe branca cruzou os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; a equipe amarela passou pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Ceará; a equipe verde percorreu a rodovia Belém-Brasília; e a equipe azul passou pelos Estados de Minas Gerais, Goiás, Rondônia e Acre, parte do percurso pela estrada de ferro Madeira-Mamoré, no coração da selva amazônica.
  • Lançamento dos ônibus monoblocos interurbanos O 326.

1967
  • Lançamento dos caminhões LP/LPK/LPS 1520, com cabina avançada.
  • Início da publicação do boletim Promoção de Vendas/Divulgação, que na edição 18 ganhou o formato de revista com a denominação Sua Boa Estrela.

1968
  • Marco: 100.000 veículos comerciais produzidos.

1969
  • Em 15 de maio, a Mercedes-Benz do Brasil adquire o controle acionário da SOFUNGE.
  • Lançamento do ônibus O 352 com motor traseiro.

Década de 70
1970
  • Lançamento do L 1113, o modelo mais vendido no mercado brasileiro até hoje, com mais de 200.000 unidades.
  • Lançamento dos caminhões L 1313, L 1513, L 2013 e L 2213, e também dos ônibus OH 1313 (motor traseiro) e OF 1313 (motor dianteiro).
  • Início do Programa de Estágios da Mercedes-Benz do Brasil.

1971
  • Lançamento do ônibus urbano e interurbano O 362.

1972
  • A marca Mercedes-Benz entra numa nova categoria do mercado automotivo, com o lançamento do novo caminhão leve L 608 D, o "Mercedinho", primeiro caminhão leve a diesel do Brasil.
  • Lançamento do ônibus O 355 e da plataforma O 362.
  • Exportação de 1.000 unidades de ônibus para o Chile.

1973
  • Marco: 200.000 veículos comerciais produzidos.

1974
  • Surgimento da Assobens - Associação Brasileira dos Concessionários Mercedes-Benz.
  • Marco: 20.000 ônibus monobloco produzidos, alcançado no mês de novembro.

1975
  • A Mercedes-Benz do Brasil adquire lote de 1.725.878 metros quadrados da Prefeitura de Campinas, para futura instalação da fábrica.
  • Ampliação do mercado externo da Mercedes-Benz do Brasil, com exportações para os EUA, Nigéria, Sudão e Turquia.

1976
  • Início das obras de construção da unidade da Mercedes-Benz do Brasil em Campinas (terraplenagem e infra-estrutura).

1977
  • Início do Programa de Pesquisas de Motores a Combustíveis Alternativos.

1978
  • Lançamento dos ônibus monoblocos O 364, urbano e rodoviário.

Nesse ritmo, a Mercedes-Benz também se expandiu. Uma nova fábrica foi criada, em 1979, em Campinas (SP) para produzir ônibus. No final de 2000, a fabricação de chassis e plataformas para ônibus voltou para São Bernardo e, atualmente, as instalações reúnem as atividades de assistência técnica, pós-venda, comercialização de peças, treinamento e desenvolvimento da rede de concessionários.

1979
  • Início da produção de ônibus na unidade da Mercedes-Benz do Brasil em Campinas.
  • Marco: 500.000 veículos comerciais produzidos.

Década de 80
1982

  • Em junho, inauguração das novas instalações do Centro de Treinamento, utilizado para a formação de aprendizes, em São Bernardo do Campo.

1983
  • A Mercedes-Benz do Brasil coloca à disposição dos clientes o Curso de Condução Econômica.
  • Lançamento do caminhão LS 1929.
  • Marco: 50.000 ônibus monoblocos produzidos, alcançado em julho.
  • Início dos testes de campo com o ônibus O 364 movido a gás natural.

1984
  • Lançamento do ônibus O 370, dos primeiros caminhões da Mercedes-Benz do Brasil com motor Otto a álcool hidratado, o L 2215 e o L 610, e dos caminhões pesados LS 1524 e LS 1932.
  • Marco: 1.000.000 de motores fabricados, conquistado em setembro.

1985
  • Em janeiro, é eleita a Representação de Empregados da Mercedes-Benz do Brasil.
  • Primeira edição do Concurso Oficina Padrão, com premiação para os melhores concessionários em todo o Brasil.

1986
  • Lançamento do ônibus O 370 R.

1987
  • Lançamento do ônibus a gás natural OH 1315.
  • Lançamento do caminhão L/LK 1118.
  • Desenvolvimento do motor OM 366, movido a gás natural.

1988
  • Marco: 100.000 veículos exportados e 200.000 ônibus produzidos.
  • Lançamento dos novos modelos de caminhões leves, 709 e 912, e do caminhão LS 1934.

1989
  • Renovação da linha de caminhões médios e pesados, com o lançamento dos modelos L 1214, L 1218, L 1414, L 1614, L 1618 e L/LK 1621.
  • Lançamento do caminhão L 2225 e do ônibus O 371 a gás natural.

Década de 90
1990

  • Renovação da linha de caminhões pesados, com o lançamento dos modelos L/LS 1625, LS 1630, LS 1935 e LS 1941.
  • Lançamento dos caminhões pesados L/LK/LB 2325 6x4 e semipe-sados L 2314 6x4, L 2318 6x2 e L/LK/LB 2318 6x4.

1991
  • Em 29 de agosto, é inaugurado o Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CDT), na unidade de São Bernardo do Campo.
  • Lançamento da nova linha de caminhões com cabina avançada, modelos 1214, 1218, 1414, 1418, 1714 e 1718.

1992
  • Marco: 1.000.000 de veículos produzidos, sendo 740.000 caminhões e 260.000 ônibus.
  • Firmada a parceria entre a Mercedes-Benz do Brasil, a Universidade Federal do Pará e a Unicef para o desenvolvimento do Projeto Poema - Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, que possibilitou o aproveitamento de fibras naturais de coco como matéria-prima para a indústria automobilística e trouxe melhorias econômicas e sociais para a região, além de preservar a floresta amazônica.
  • Lançamento dos caminhões 712, L 1721 e L 2418, e dos modelos de ônibus O 371 RSL, O 371 UL e OF 1618.
  • A Mercedes-Benz do Brasil cria o Prêmio Interação, para reconhecer o trabalho dos fornecedores que se destacam anualmente.

1993
  • Lançamento do chassi para ônibus OH 1635 e dos caminhões L 1715 e L 2635.
  • Introdução do sistema de freios Top Brake, mais potente, que melhora o rendimento e evita desgastes no veículo.
  • Lançamento do caminhão LS 2635 e do chassi para ônibus O 371 RSE.

1994
  • Lançamento do chassi para ônibus OF 1620, e dos caminhões 914, 1114 e 1721 S, o "cara-chata pesado" da Mercedes-Benz.
  • Lançamento da família O 400 de ônibus rodoviários, urbanos e plataformas articuladas, com os modelos O 400 R/RS/RSL/RSD.
  • Marco: 300.000 ônibus produzidos, conquistado em outubro.

1995
  • Marco: 800.000 caminhões produzidos, alcançado em fevereiro.
  • A Mercedes-Benz do Brasil recebe a certificação de qualidade ISO 9001.
  • Lançamento do caminhão LK 2635.

1996
  • Lançamento dos caminhões 710 e L 1620, até hoje entre os mais vendidos no mercado brasileiro.
  • Em maio, acontece o lançamento da homepage da Mercedes-Benz do Brasil.

1997
  • Em fevereiro, chega ao Brasil o primeiro lote de utilitários Sprinter, importados da Argentina.
  • Lançamento do modelo de caminhão 1214 C, o "papa carga".
  • Lançamento do chassi de ônibus urbano OH 1621 L, equipado com o motor M 366 LAG a gás natural.
  • Lançamento da nova família de veículos da Série Brasil, com cabina avançada, modelos 1418 R, 1718 K, 1720, 1720 K e 1723.
  • Marco: 1.200.000 veículos comerciais produzidos.

1998
  • Lançamento pioneiro de freio a disco nas quatro rodas, totalmente pneumático, para caminhões.
  • Início da construção da unidade da Mercedes-Benz do Brasil em Juiz de Fora (MG).
  • A marca Mercedes-Benz é pioneira no desenvolvimento e produção do motor com gerenciamento eletrônico para veículos comerciais no mercado brasileiro.
  • Lançamento do chassi para ônibus OF 1417, o primeiro ônibus nacional com motorização completamente eletrônica, além dos chassis OH 1420 e OH 1628.
  • Marco: 200.000 veículos comerciais exportados, alcançado em outubro.
  • Em 17 de novembro, acontece a fusão da Daimler-Benz AG com a Chrysler Corporation. Primeiro dia de negociações de ações da nova empresa na Bolsa de New York.

Em 1999, foi inaugurada a fábrica de automóveis de Juiz de Fora (MG), que produziu inicialmente o monovolume Classe A, então recém-lançado na Europa. Hoje, as instalações produzem o sedã Classe C para exportação.

1999
  • Início da produção do eixo traseiro HL, fornecido para a Mercedes-Benz Argentina para equipar o utilitário Sprinter.
  • Início do Projeto Jovem Cidadão, uma parceria entre a Mercedes-Benz e o governo estadual de São Paulo, que oferece a jovens carentes a oportunidade de ter um contato inicial com o mercado de trabalho.
  • Em 23 de abril, é inaugurada a unidade da Mercedes-Benz do Brasil em Juiz de Fora (MG).
  • A unidade de Juiz de Fora obtém, em maio, a certificação de qualidade ISO 9001.
  • Em junho, acontece o lançamento do modelo Classe A 160.
  • Lançamento do chassi para ônibus OH 1421 L e dos caminhões médio 1215 C, semipesado 1718 A, pesados 2423 B e 2423 K e extrapesado 1938 S.

Década de 2000
2000

  • Marco: 1.300.000 veículos comerciais produzidos, atingido em maio.
  • Lançamento do caminhão L 1620 com terceiro eixo de fábrica.
  • Criado o Comitê de Conciliação Prévia da Mercedes-Benz, com o objetivo de conciliar conflitos individuais de trabalho antes de serem levados à Justiça do Trabalho.
  • A unidade da Mercedes-Benz do Brasil em Juiz de Fora é a primeira montadora brasileira a receber a certificação VDA 6.1, norma para gestão de qualidade.
  • Em 21 de novembro, acontece a inauguração do Centro de Treinamento DaimlerChrysler, na unidade de Campinas, voltado à capacitação da rede de concessionários das marcas Mercedes-Benz, Chrysler, Dodge e Jeep.
  • Em 15 de dezembro, acontece a mudança da razão social de Mercedes-Benz do Brasil S.A. para DaimlerChrysler do Brasil Ltda.
  • Lançamento do chassi para ônibus urbano CBC 1725 L.

2001
  • Em janeiro, é iniciada a produção do automóvel Classe C na unidade de Juiz de Fora.
  • Lançamento do caminhão fora-de-estrada 2428.
  • Em março, é iniciada a produção da nova geração de motores eletrônicos OM 460 LA, exportados para a Freightliner, marca do Grupo DaimlerChrysler nos EUA.
  • Produção de ônibus volta a se concentrar na unidade de São Bernardo do Campo.
  • Lançamento da família de chassis para ônibus O 500 com motor eletrônico.
  • Lançamento dos caminhões L 1418 EL, L 1622 e L 1218 EL, todos com motorização eletrônica.
  • Marco: 2.000.000 motores produzidos, conquistado em maio.
  • A unidade de São Bernardo do Campo obtém a certificação ambiental ISO 14001.
  • Lançamento do caminhão LS 1634.
  • A Central de Atendimento ao Cliente da DaimlerChrysler do Brasil, localizada na unidade de Campinas, é reconhecida como a melhor do setor automotivo pela Excelência em Serviços ao Cliente, premiação conferida pela revista especializada Consumidor Moderno.

2002
  • Marco: 400.000 ônibus produzidos, conquistado em fevereiro.
  • Início do projeto Estrela Guia, em parceria com o SENAI e a prefeitura de São Bernardo do Campo, que beneficia jovens carentes da cidade, por meio de cursos profissionalizantes.
  • Marco: 100.000 ônibus exportados, alcançado em julho.
  • Lançamento do caminhão 1420.
  • A unidade de Juiz de Fora obtém a certificação ambiental ISO 14001.
  • Em setembro, acontece a inauguração da nova linha de montagem de câmbios.
  • Em 26 de setembro, acontece a inauguração do Centro Integrado de Desenvolvimento do Trabalhador "Luis Adelar Scheuer", unidade de formação profissional em parceria com o SENAI na fábrica de Juiz de Fora.
  • Lançamento do chassi para microônibus LO 812.

2003
  • Lançamento do caminhão 1318.
  • Marco: 1.400.000 veículos comerciais produzidos, alcançado em fevereiro.
  • Lançamento do chassi para microônibus LO 712.
  • As unidades de São Bernardo do Campo e Campinas recebem a certificação OHSAS 18001, referente à segurança e saúde ocupacional.
  • Lançamento da família de caminhões leves Accelo, projeto desenvolvido no Brasil.
  • Lançamento do caminhão pesado 1728 e do chassi para ônibus OH 1417.
  • Marco: 1.000.000 de caminhões produzidos.

2004
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OF 1722
  • Lançamento das novas versões do caminhão 1728 com o conceito FlexTruck, o 1728 6x2 e o 1728 S.
  • Lançamento dos chassis para ônibus urbano e rodoviário OF 1722 e OF 1722 M e dos chassis de ônibus rodoviários O 500 RS e O 500 RSD.
  • Lançamento da linha de caminhões médios e semipesados Atego.

2005
  • Lançamento da nova linha de caminhões extrapesados Axor.
  • A unidade de São Bernardo do Campo inicia a exportação de engrenagens para a Detroit Diesel - DDC, empresa do Grupo DaimlerChrysler que fabrica motores para a Freightliner.
  • Lançamento dos chassis para o segmento de miniônibus e microônibus, modelos LO 712 e LO 812.
  • Em 26 de outubro, acontece a partida da Caravana Vem Mercedes-Benz, com o desafio de percorrer 16.000 quilômetros, por mais de 14 estados brasileiros, promovendo as novas linhas de caminhões Accelo, Atego e Axor, além das vans Sprinter. Junto dela, segue o projeto social Star Care, que beneficia entidades dos locais visitados.
2006
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O500 MA
  • Lançamento do chassi para ônibus O 500 M e dos articulados O 500 MA e O 500 UA.

Presidentes
Alfred Jurzykowski (1953-1954)
Andrew Rey (1954-1956)
Othon Alves Barcellos Corrêa (1956-1958)
Alfred Jurzykowski (1959-1961)
Gal. Edmundo de Macedo Soares e Silva (1961-1971)
Octávio Gouvêa de Bulhões (1971-1983)
Werner Lechner (1983-1989)
Hoffman Becking (1989-1990)
Bernd Gottschalk (1991-1992)
Rolf Bernhard Eckrodt (1992-1996)
Ben Van Schaik (1996-2004)
Gero Herrmann (desde 2004)

E a partir do primeiro trimestre de 2007, ela se concentrará na produção do modelo Classe C Sports Coupé, destinado principalmente aos mercados europeus.

Tecnologia Mercedes-Benz: pioneirismo
A história da Mercedes-Benz no Brasil sempre foi caracterizada por pioneirismo e vanguarda, não só para a empresa, como para o próprio desenvolvimento dos meios de transporte do País. Com a fabricação do primeiro motor a diesel totalmente nacional, em 1956, a marca introduziu e sedimentou a utilização do diesel como combustível mais eficiente e rentável para o transporte de cargas e de passageiros.

Em 1998, a Mercedes-Benz lançou os primeiros motores diesel com gerenciamento eletrônico produzidos no Brasil, disponíveis hoje para toda a linha de veículos comerciais. Utilizando experiência, conhecimento e tecnologia de ponta, a empresa criou motores eletrônicos perfeitamente adequados para as características do mercado brasileiro, que garantem menor consumo e maior compatibilidade ambiental.

A Mercedes-Benz foi também responsável pela introdução de outras diversas inovações em veículos comerciais, como, por exemplo, motores a gás, freios a disco para caminhões, freios ABS e ASR, freio-motor Top Brake e o super freio-motor Turbo Brake, itens que incorporam a experiência mundial da marca.

Centro mundial de competência
A unidade brasileira é hoje centro mundial de competência do Grupo DaimlerChrysler para desenvolvimento e produção de chassis de ônibus. Atuou também como responsável mundial pelo desenvolvimento do projeto dos caminhões leves da linha Accelo.

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Os veículos Mercedes-Benz possuem tradição em qualidade, robustez, durabilidade e aplicação de tecnologia de ponta. Estas características no produto final são obtidas graças ao processo de desenvolvimento e à competência dos profissionais que se dedicam à concepção dos novos produtos.

Centro de Desenvolvimento Tecnológico
Em sua fábrica de São Bernardo do Campo, a DaimlerChrysler conta com um moderno e avançado Centro de Desenvolvimento Tecnológico. Criado em 1991, ele é pioneiro no Brasil na área de veículos comerciais e o maior da América Latina. Além disso, é o maior da marca Mercedes-Benz fora da Alemanha.

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Graças à atuação do CDT, a DaimlerChrysler garante contínuos avanços na qualidade dos produtos Mercedes-Benz, agregando evolução a aspectos como eletrônica, combustíveis, novas tecnologias ecológicas, técnicas de reciclagem e pesquisa de novos materiais, especialmente os renováveis.

Além de uma equipe de profissionais altamente especializados, formada por engenheiros técnicos, físicos e pessoal de apoio, o CDT conta com uma estrutura sofisticada. Destaque para bancos de provas de motores, bancos de provas para ensaios de fadiga, laboratórios para testes de freios e outros componentes veiculares e laboratórios de acústica, vibrações, medições experimentais, termodinâmica, eletrônica e informática.

O CDT desenvolve soluções para projetos futuros e melhorias para produtos de série, levando sempre em consideração as condições brasileiras de utilização dos veículos. O relacionamento entre as unidades do CDT e as demais áreas da fábrica segue o princípio da engenharia simultânea, com times de trabalho multifuncionais que garantem uma comunicação perfeita e eficiência elevada.
E além do intercâmbio com outras unidades do grupo, a DaimlerChrysler do Brasil também promove troca de informações e experiências com outros parceiros, como, por exemplo, fornecedores, clientes, institutos de pesquisas e encarroçadores.

Bancos de provas e testes de campo
Antes de chegar ao mercado e atender às diversas demandas de transporte de carga e de passageiros, os caminhões e chassis de ônibus Mercedes-Benz passam por rigorosos testes de funcionalidade, resistência e durabilidade. Isso inclui diversos e sofisticados ensaios em laboratórios e bancadas e severos testes de campo com veículos lastreados.
Nos bancos de provas de motores do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da DaimlerChrysler do Brasil é possível variar a temperatura e a pressão, simulando o funcionamento dos motores em diferentes altitudes. Isso reverte numa maior precisão e eficiência dos ensaios, garantindo a qualidade que é atributo dos produtos Mercedes-Benz.
Nos testes de campo, os veículos experimentais circulam por vias urbanas de trânsito e rodovias e também por circuitos confinados fora-de-estrada, especialmente preparados para essa finalidade. Nestas situações são simuladas condições extremas de dirigibilidade, submetendo os veículos a duros testes operacionais e estruturais.

Evolução e modelos consagrados
Atualmente, a linha de caminhões Mercedes-Benz tem como estrelas a linha de modelos leves Accelo, a de médios e semipesados Atego e a de extrapesados Axor, produtos que contam com tecnologia de ponta para utilização em diversas aplicações. Já a linha de chassis para ônibus é representada pela família O 500, que conta inclusive com a opção articulada.
Vale destacar que a imagem dos caminhões e ônibus Mercedes-Benz foi construída por seus antecessores. Conheça os principais deles, década a década.

1950
L 312 - em 1956, o caminhão saía da linha de produção equipado com o primeiro motor diesel (o OM 312) fundido e usinado no Brasil. A diferença desse propulsor para outros estava na antecâmara de combustão, que proporcionava melhor queima do combustível e evitava a exaustão de fumaça negra.
O 321 - a família de ônibus, com opção urbana e rodoviária, se destacou por oferecer os primeiros monoblocos produzidos no País. Sua produção teve início em 1958.

1960
LAP, LAPK e LAPS-321 - a linha, introduzida em 1960, trazia opções para uso rodoviário, com implemento basculante ou apenas com cavalo mecânico. Sua maior novidade era a tração total, o que era inédito no País.
L 1111 - o caminhão passou a ser desejado por conta de seu conforto, oferecido pela cabine suspensa por molas e por dois amortecedores de dupla ação, solução que não estava disponível no mercado.
O 326 - mais potente, o ônibus (lançado em 1966) atendia com maior eficiência a demanda das empresas de transporte rodoviário.
OM 352 - em 1969, o avanço tecnológico foi marcante com a chegada desse propulsor, com injeção direta de combustível.

1970
L 1113 - marcou o ano de 1970. Versão do L 1111 com motor mais moderno, este caminhão médio se tornaria o maior sucesso de vendas da marca Mercedes-Benz e do mercado brasileiro.
O 362 A - essa linha de ônibus rodoviários ganhava um importante avanço: o motor turbo.

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L 608 - o modelo, lançado em 1972, marcou a entrada da empresa no segmento leve.
OM 355/5 - além dos motores de quatro e de seis cilindros, a Mercedes-Benz lançava, em 1973, esse propulsor de cinco cilindros.
LS 1519 - caminhão voltado para o segmento pesado, o modelo era muito resistente e contava com cabine leito.

1980
O 370 - lançada em 1982, a nova família de ônibus contava com a mesma tecnologia utilizada na versão européia, além do motor turbo com pós-resfriador de ar.
L 1929 - bem aceito pelo mercado, o modelo, de 1983, se destaca pela resistência.
L 1932 - versão turbo do L 1929, esse caminhão, de 1984, era movido a álcool aditivado.
O 370 UP - versão urbana do O 370, o ônibus foi lançado em 1986
709 - o novo caminhão leve chegava em 1988.
L 1214, 1218, 1414, 1418, 1614 e 1618 - lançados em 1989, foram reconhecidos por sua qualidade e robustez.

1990
ABS e ASR - a Mercedes-Benz apresenta e passa a oferecer os sistemas em seus caminhões e ônibus, a partir de 1990.
Motor eletrônico - o moderno gerenciamento passou a ser utilizado a partir de 1998.
O 400 - a nova família de chassis e plataformas para ônibus urbanos, rodoviários e articulados nasce em 1994.

2000
0 500 - a nova família de chassis de ônibus chegou em 2001; em 2006, a Mercedes-Benz lança a versão articulada do 0 500.
Accelo - o caminhão leve, com visual moderno, chega ao mercado em 2003.
Atego - a renovação da linha continua com o lançamento dos médios e semipesados Atego, em 2004.



NOMENCLATURA DOS CHASSIS
Exemplo: OF 13 13 / OH 13 13
OF significa ônibus frontal (Omnibus Frontmotor em alemão)
OH significa ônibus motor traseiro (Omnibus Heckmotor em alemão)

13 - a primeira dezena representa o PBT (peso bruto total) do chassis, nesse caso, 13 toneladas;
13 - a segunda dezena representa (em alguns casos aproximadamente) 1/10 da potência do chassis, nesse caso, 130 cavalos;

Em alguns chassis, a regra não segue a lógica matemática. Esse é o caso do OH-1632 (que possui 326 cavalos e deveria ser OH-1633), OH-1830 (que possui 305 cavalos e deveria ser OH-1831 - o Axor 2831, usa o mesmo motor de 305 cavalos mas recebeu final 31), os caminhões L-1620 (que possui 231 cavalos e deveria ser L-1623), o Axor 2826 (com 245 cavalos deveria ser 2825) e o L-710 (com 115 cavalos deveria ser L-712). Em alguns casos, ela arredondou de acordo com a lógica matemática, casos do OF-1620 (com 204 cavalos), OF-1721 (211 cavalos) e OH-1725 (245 cavalos).

De acordo com a ABNT, o "5" pode se arredondar para cima ou para baixo. Pela regra de arredondamento da própria ABNT, se o número que precede for ímpar, arredonda-se para cima. Se for par, arredonda-se para baixo.

Assim, 305 arredonda-se para 300, como a Mercedes-Benz fez (caso do OH-1830). Já se fosse 315, aí o correto seria arredondar para 320.
(fonte: Claiton Reis, Fábio Barbano e Banas Metrologia: http://www.banasmetrologia.com.br/textos.asp?codigo=1360&secao=revista)



NOMENCLATURA DAS PLATAFORMAS
Exemplo: O 4 00 R S D
O - Omnibus
4 - Geração 4
00 - Número do projeto (quando esse número termina em 0, trata-se de um projeto mundial - caso contrário, trata-se de um projeto regional, criado sob medida para o mercado em que vai operar).

R - Rodoviário
S -
D - do alemão "dreiachser" que significa três eixos (trucado) - vale para toda a linha da Mercedes-Benz na América Latina e Europa desde o O-303.

Exemplo: O 3 71 UP
O - Omnibus
3 - Geração 3
71 - Número do projeto

U - Urbano
P - Padron

Na geração 5 (O-500), as letras "U" e "M" também são adotadas. No caso do O-500 U, a letra se refere ao fato do ônibus ser Low Entry (Entrada Baixa) enquanto no O-500 M, a letra significa que o chassis pode ser usado como urbano e também como fretamento.

Chassis ou Plataforma?
O que diferencia um chassis de uma plataforma é o método de construção: os chassis são formados de duas longarinas paralelas (em geral perfis "U") ao qual são soldadas (ou rebitados) barras transversais. As plataformas, por outro lado, são formadas de estruturas treliçadas, isto é, um conjunto de barras longitudinais e diagonais desenhadas de maneira a "transportar" as cargas sobre elas apoiadas. Em geral são estuturas mais esbeltas e mais resistentes que as longarinas.